Imóveis

Promessa de Compra e Venda | Código Civil art. 462

Modelo de promessa de compra e venda conforme os arts. 462 e 1.417 do Código Civil, com arras, adjudicação compulsória e registro na matrícula. Em PDF e Word.
4.8/5— 27 avaliações50 000+ downloadsDownload imediato
Compartilhar

A promessa de compra e venda de imóvel é o contrato preliminar que vincula vendedor e comprador antes da escritura definitiva: nela ficam travados o preço, a forma de pagamento, o prazo e as condições para a transferência da propriedade. Na prática brasileira, quase nenhuma venda de imóvel começa direto no cartório de notas. O negócio nasce nesse compromisso particular, que dá segurança às partes enquanto o comprador organiza o financiamento e o vendedor reúne certidões e documentos. Nosso modelo de promessa de compra e venda foi redigido conforme o Código Civil e a jurisprudência consolidada do STJ, com campos guiados para sinal, parcelas, posse e cláusula de arrependimento, pronto para download em PDF e Word.

Conforme

Legislação 2026

50.000+ clientes

confiam em nós

Acessível

A partir de R$ 4,90 / doc

Pagamento seguro

Download imediato

Promessa de Compra e Venda | Código Civil art. 462

Pagamento seguro

Preencher o modelo

O que é uma promessa de compra e venda de imóvel?

Tecnicamente, a promessa de compra e venda é um contrato preliminar regido pelos arts. 462 a 466 do Código Civil. As partes se obrigam a celebrar, no futuro, o contrato definitivo de compra e venda, que no Brasil toma a forma de escritura pública lavrada em tabelionato de notas para a maioria dos imóveis. O documento deve conter todos os requisitos essenciais do contrato definitivo, exceto a forma: identificação completa das partes, descrição do imóvel com matrícula, preço certo e condições de pagamento. Falta um desses elementos e o juiz pode tratar o papel como simples negociação preliminar, sem força obrigatória.

A diferença para o contrato de compra e venda definitivo é de efeito, não de aparência. A promessa gera obrigação de fazer: outorgar a escritura quando as condições se cumprirem. A propriedade em si só se transfere com o registro do título no Cartório de Registro de Imóveis (art. 1.245 do Código Civil), regra resumida no ditado de cartório de que quem não registra não é dono. Há ainda um efeito poderoso e pouco conhecido: a promessa sem cláusula de arrependimento, registrada na matrícula, confere ao promitente comprador direito real à aquisição (arts. 1.417 e 1.418 do Código Civil), oponível a terceiros e blindado contra uma segunda venda do mesmo bem. Quem quiser comparar com outros contratos imobiliários de locação e compra e venda percebe rápido: a promessa é o documento que organiza a fase mais arriscada do negócio.

Quando você precisa deste documento?

O cenário clássico é a venda com pagamento parcelado ou financiado. O comprador depende da aprovação do crédito bancário, o vendedor não quer tirar o imóvel do mercado sem garantia, e a promessa equilibra os dois interesses: fixa o preço, recebe o sinal e estabelece prazo para a escritura. O segundo cenário frequente é o imóvel com pendência documental: inventário em andamento, certidão negativa que demora, matrícula a regularizar. Assinar a escritura é impossível naquele momento, mas as partes querem se vincular já. A promessa cumpre exatamente esse papel de ponte.

Há também a compra na planta, em que a promessa firmada com a incorporadora é o próprio contrato que acompanha a obra até a entrega das chaves, e a venda entre particulares com posse antecipada, quando o comprador entra no imóvel antes da quitação. Nesse último caso o documento precisa ser cirúrgico sobre quem paga IPTU, condomínio e contas durante a ocupação. Dois casos de borda merecem atenção de praticante. O primeiro: vendedor casado em regime que exige outorga conjugal (art. 1.647 do Código Civil); a assinatura do cônjuge já na promessa evita a recusa na hora da escritura. O segundo: comprador pessoa jurídica, situação comum em holdings patrimoniais constituídas por contrato social de sociedade limitada, em que a verificação dos poderes do administrador é parte da diligência.

Cláusulas essenciais do nosso modelo

  • A qualificação completa das partes e do imóvel abre o contrato com nome, CPF ou CNPJ, estado civil e regime de bens, além da descrição do bem conforme a matrícula no Registro de Imóveis. Divergência entre o contrato e a matrícula é a causa número um de exigência cartorária na hora de registrar.
  • O preço e a forma de pagamento detalham sinal, parcelas, índice de correção e conta de destino. O modelo trata o sinal expressamente como arras, com indicação clara do regime dos arts. 417 a 420 do Código Civil.
  • A cláusula de arrependimento ou de irretratabilidade define se as partes podem desistir e a que custo. A escolha muda a natureza do contrato: sem arrependimento, abre-se a via da adjudicação compulsória; com arrependimento, o sinal vira o limite da responsabilidade.
  • A entrega da posse fixa data, estado de conservação e responsabilidade por IPTU, condomínio e consumo durante o período entre a assinatura e a escritura.
  • As condições para a escritura definitiva listam as certidões que o vendedor deve apresentar, o prazo para a lavratura e o tabelionato escolhido, com atribuição das despesas de escritura, ITBI e registro.
  • A cláusula resolutiva e a mora estabelecem notificação prévia, prazo de purgação e consequências do inadimplemento, na linha da jurisprudência do STJ sobre resolução de compromissos de compra e venda.

Considerações regionais

São Paulo concentra o maior volume de transações imobiliárias do país e tem praxe cartorária rigorosa. Os tabelionatos paulistas costumam exigir certidões atualizadas de distribuidores cíveis, executivos fiscais e Justiça do Trabalho do vendedor antes da escritura, e a promessa bem redigida já lista essas certidões como condição. O ITBI é municipal: na capital, a administração tributária aplica a alíquota sobre o valor venal de referência, base que gera discussões judiciais recorrentes, e o STF fixou no Tema 1124 que o imposto só é devido com a transferência efetiva da propriedade, ou seja, no registro. Levar a promessa a registro na matrícula custa emolumentos definidos pela tabela do Tribunal de Justiça e vale cada centavo em mercados aquecidos.

Rio de Janeiro tem particularidade prática relevante: grande estoque de imóveis com pendências de inventário e de regularização, o que torna a promessa com prazo alongado um instrumento corriqueiro. Os cartórios fluminenses seguem as normas da Corregedoria-Geral de Justiça do estado, e a exigência de reconhecimento de firma das assinaturas é praticamente universal para o registro do compromisso. Minas Gerais segue o Código de Normas da Corregedoria mineira, com forte tradição de registro da promessa em comarcas do interior, onde o intervalo entre compromisso e escritura costuma ser maior. Em Santa Catarina e no Paraná, mercados de loteamentos e imóveis na planta, a incidência da Lei 6.766/1979 e da Lei 13.786/2018 é o ponto de atenção dominante: o compromisso de lote é irretratável por lei, e nenhuma cláusula de arrependimento redigida pela loteadora prevalece sobre isso.

Como preencher sua promessa de compra e venda

Você começa identificando as partes: nome, CPF, estado civil e regime de bens do vendedor e do comprador, com campo próprio para o cônjuge quando a outorga for necessária. Em seguida descreve o imóvel copiando os dados da matrícula atualizada, número, cartório de registro e endereço completo. O formulário então conduz à parte financeira: valor total, sinal, cronograma de parcelas e índice de correção, com a opção de tratar o sinal como arras confirmatórias ou penitenciais. Na etapa seguinte você define a posse, o prazo para a escritura definitiva e a distribuição das despesas de ITBI, emolumentos e registro. Por fim, escolhe entre compromisso irretratável ou com direito de arrependimento, e o texto das cláusulas se ajusta automaticamente à opção marcada. O documento sai pronto para impressão e assinatura, com espaço para duas testemunhas. Quem precisa de instrumentos de apoio, como a procuração para representar uma das partes na escritura, encontra os modelos na seção de procurações e declarações para pessoas físicas, e o catálogo completo de documentos jurídicos reúne todos os contratos disponíveis para o Brasil.

Erros comuns a evitar

O erro mais caro é não registrar a promessa na matrícula do imóvel. Sem registro, o compromisso vale entre as partes, mas não protege o comprador contra uma segunda venda a terceiro de boa-fé nem contra penhoras supervenientes sobre o bem. O segundo erro clássico é o sinal sem regime definido: as partes escrevem "sinal de 10%" e nada mais, e na hora da desistência descobrem que, sem cláusula de arrependimento, as arras são confirmatórias e a parte inocente pode exigir o cumprimento forçado do contrato, não apenas reter o valor. Vem na sequência a descrição do imóvel feita de memória, com metragem ou confrontações diferentes da matrícula, defeito que trava o registro e dá munição para discussões sobre vício do consentimento.

No campo das pessoas, o descuido recorrente é esquecer a outorga conjugal do vendedor casado e a verificação da cadeia de poderes quando alguém assina por procuração. Por fim, há o contrato que não fixa prazo nem condições objetivas para a escritura definitiva, deixando a obrigação principal solta no tempo; o resultado é um comprador quitado que precisa de ação judicial para obter o que uma simples cláusula de prazo teria resolvido. Cada um desses pontos tem campo específico no nosso modelo justamente porque aparecem, com constância, nas disputas que chegam ao Judiciário.

Perguntas frequentes

A promessa de compra e venda de imóvel tem validade jurídica?

Sim. A promessa é contrato típico, prevista nos arts. 462 a 466 do Código Civil, e pode ser celebrada por instrumento particular, sem escritura pública, qualquer que seja o valor do imóvel (art. 462). Assinada pelas partes, ela obriga à celebração do contrato definitivo e autoriza execução específica em caso de recusa. Quando registrada na matrícula e sem cláusula de arrependimento, gera ainda direito real à aquisição, com possibilidade de adjudicação compulsória. A validade entre as partes independe do registro; o registro acrescenta a proteção contra terceiros.

Preciso registrar a promessa em cartório?

O registro não é condição de validade, mas é a única forma de tornar o compromisso oponível a terceiros. Registrada na matrícula do imóvel, a promessa impede que uma segunda venda ou uma penhora posterior prejudique o comprador, e constitui o direito real dos arts. 1.417 e 1.418 do Código Civil. A Súmula 239 do STJ permite a adjudicação compulsória mesmo sem registro, porém apenas contra o promitente vendedor. Para valores relevantes ou prazos longos até a escritura, a recomendação prática é registrar sempre.

Posso desistir depois de assinar a promessa?

Depende do que foi pactuado. Se o contrato contém cláusula de arrependimento com arras penitenciais, quem deu o sinal pode desistir perdendo o valor, e quem o recebeu pode desistir devolvendo em dobro (art. 420 do Código Civil). Se o contrato é irretratável ou simplesmente silencia, não existe direito de desistir: a parte inocente pode exigir o cumprimento forçado, inclusive por adjudicação compulsória. Em loteamentos, a Lei 6.766/1979 torna o compromisso irretratável por força de lei, sem espaço para cláusula em sentido contrário.

Qual o prazo entre a promessa e a escritura definitiva?

A lei não fixa prazo: as partes definem livremente no contrato, e o usual no mercado varia de 30 a 120 dias, tempo suficiente para a aprovação do financiamento e a emissão das certidões. Vencido o prazo sem a escritura, a parte interessada notifica a outra para cumprir em prazo razoável e, persistindo a recusa, pode pedir ao juiz o suprimento da declaração de vontade (art. 464 do Código Civil). Por isso o nosso modelo traz campo obrigatório de prazo e cláusula de notificação prévia, evitando o compromisso sem horizonte definido.

O comprador pode entrar no imóvel antes da escritura?

Pode, se a promessa previr a transmissão antecipada da posse. É arranjo comum em vendas parceladas: o comprador ocupa o imóvel e assume IPTU, condomínio e contas de consumo a partir da entrega das chaves, tudo documentado no contrato. O cuidado é definir o que acontece com a posse em caso de inadimplemento, com cláusula de reintegração e critério de indenização pelo período de ocupação. Sem essa previsão, a retomada do imóvel exige discussão judicial mais longa, como mostram os modelos da categoria de imóveis que tratam de posse e rescisão.

Em que formato recebo o documento?

O modelo é gerado na hora em PDF e Word (.docx). O PDF serve para impressão imediata e assinatura física ou eletrônica; o arquivo Word permite ajustes finos de redação, inclusão de cláusulas negociadas caso a caso e adaptação do layout ao padrão do seu escritório ou da imobiliária. Os dois formatos trazem o mesmo conteúdo, com numeração de cláusulas, campos de qualificação completos e espaço para testemunhas, prontos para reconhecimento de firma e, se for o caso, para o registro do compromisso na matrícula do imóvel.

Quem paga o ITBI, a escritura e o registro?

A praxe de mercado atribui ao comprador as despesas de ITBI, escritura e registro, mas a regra é dispositiva: as partes podem distribuir os custos como quiserem, desde que o contrato seja expresso. O ITBI é imposto municipal e, conforme o Tema 1124 do STF, só incide com a transferência efetiva da propriedade, isto é, no registro do título. Empresas que adquirem imóveis para o patrimônio social devem verificar ainda as hipóteses de imunidade na integralização de capital, tema frequente para quem estrutura a operação com os documentos de abertura de empresa.

Pontos-chave para lembrar

CONTEÚDO MÍNIMO

Sem preço, prazo e matrícula não vale

A promessa de compra e venda é um contrato preliminar (arts. 462 a 466 do Código Civil) e precisa trazer os elementos do negócio final: identificação completa das partes, descrição do imóvel com matrícula, preço certo e forma de pagamento, além de prazo e condições. Se faltar algo essencial, o documento pode ser tratado como mera negociação, sem força para obrigar a assinatura da escritura.

REGISTRO

Propriedade só nasce com registro

Mesmo com a promessa assinada, a propriedade do imóvel não se transfere ali: ela só passa com o registro do título no Cartório de Registro de Imóveis (art. 1.245 do Código Civil). A promessa organiza a fase entre o acerto e a escritura, enquanto o comprador viabiliza financiamento e o vendedor reúne certidões. Sem registro, o risco prático é ficar apenas com um direito pessoal.

PROTEÇÃO

Sem arrependimento e registrada, blinda contra terceiros

Uma promessa sem cláusula de arrependimento, quando registrada na matrícula, dá ao comprador direito real à aquisição (arts. 1.417 e 1.418 do Código Civil), permitindo exigir adjudicação compulsória e opondo-se a terceiros. O STJ, pela Súmula 239, admite adjudicação mesmo sem registro, mas o registro continua sendo a defesa mais eficaz contra uma segunda venda a terceiro de boa-fé.

4.8/5

27 avaliações verificadas · 50 000+ downloads

Promessa de Compra e Venda | Código Civil art. 462
  • Acesso imediato ao documento
  • Download em PDF e Word
  • Conforme à legislação 2026
  • Validado por juristas
Preencher o modelo
Pagamento seguro
Atualizado em 12 de junho de 2026

Você também pode gostar

Notificação de Desocupação
Contrato de Sublocação