Criar meu documento
Entrar

Escolher o país

FranceBelgiqueEspañaUnited StatesUnited KingdomMarocDeutschlandItaliaSchweiz
Gestão Empresarial

Contrato de Trabalho Indeterminado conforme a CLT (art. 443)

Contrato de trabalho redigido conforme os arts. 443 e 445 da CLT e a Reforma Trabalhista. Cláusulas validadas por profissionais do direito, em Word e PDF.
4.8/523 avaliações50 000+ downloadsDownload imediato
Compartilhar

O contrato de trabalho por prazo indeterminado é o modelo padrão de contratação no regime da CLT, aquele que a lei presume sempre que as partes não fixam um termo final. Ele formaliza por escrito a função, o salário, a jornada e o período de experiência de até 90 dias, e é a principal prova das condições ajustadas quando surge um conflito na Justiça do Trabalho. Este modelo de contrato de trabalho CLT atende empregadores de qualquer porte, do MEI que faz a primeira contratação ao departamento de RH que padroniza admissões, e foi redigido conforme a Consolidação das Leis do Trabalho e a Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), pronto para preencher e baixar em Word e PDF.

Conforme

Legislação 2026

50.000+ clientes

confiam em nós

Acessível

A partir de R$ 4,90 / doc

Pagamento seguro

Download imediato

Contrato de Trabalho Indeterminado conforme a CLT (art. 443)

Pagamento seguro · Sem assinatura

Preencher o modelo

O que é um contrato de trabalho por prazo indeterminado?

No direito brasileiro, o contrato de trabalho por prazo indeterminado é o acordo que cria o vínculo de emprego sem data prefixada para terminar. O art. 443 da CLT admite que o contrato individual de trabalho seja acordado de forma tácita ou expressa, verbal ou escrita, mas a presunção legal trabalha sempre a favor da indeterminação: qualquer contratação que não se enquadre nas hipóteses estritas do § 2º do art. 443 é, por força de lei, um vínculo sem termo final. É o regime que garante ao empregado o pacote completo de proteções da CLT, como aviso prévio, multa de 40% do FGTS na dispensa sem justa causa e seguro-desemprego, e que por isso exige do empregador um documento bem redigido desde o primeiro dia.

A confusão mais comum é com o contrato por prazo determinado, que só vale nas três hipóteses legais (serviço transitório, atividade empresarial transitória e experiência) e não pode passar de 2 anos. O contrato de experiência, na prática, funciona como antessala do prazo indeterminado: vencidos os 90 dias sem que nenhuma das partes rompa o vínculo, a conversão em contrato sem termo é automática, sem necessidade de assinar um novo documento. Um bom modelo já nasce preparado para essa transição, com a cláusula de experiência embutida no corpo do contrato definitivo.

2

Quando você precisa deste documento?

O cenário mais frequente é a primeira contratação formal. O empresário que vinha trabalhando sozinho, ou com ajuda informal, decide registrar um empregado e descobre que o eSocial pede dados que ninguém combinou de forma clara: função exata, salário, jornada, local de trabalho. O contrato escrito resolve isso antes que vire litígio. O segundo cenário típico é a conversão do vínculo informal: quem mantém alguém trabalhando sem registro acumula passivo trabalhista a cada mês, e a formalização por contrato escrito, com data de admissão correta, é o único caminho para estancar o risco.

O documento também é a base da contratação com período de experiência, que é como a esmagadora maioria das admissões brasileiras começa. Empresas que padronizam o RH usam o mesmo modelo para todas as admissões, ajustando apenas função, salário e jornada, o que garante coerência entre contratos e facilita auditorias. Quem estrutura a empresa do zero costuma cuidar disso junto com a constituição societária; o modelo de contrato social de sociedade limitada é o passo anterior natural para quem ainda não registrou a pessoa jurídica.

Dois casos de borda merecem atenção. O empregado doméstico segue a Lei Complementar 150/2015, com regras próprias de jornada e recolhimento, e o contrato padrão da CLT precisa de adaptações. E o trabalho intermitente, criado pela Reforma, exige contrato escrito específico com valor da hora de trabalho; usar um contrato indeterminado comum para uma relação intermitente derruba a validade da modalidade e gera condenação por vínculo contínuo.

3

Cláusulas essenciais do nosso modelo

  • A qualificação completa das partes identifica empregador (razão social, CNPJ, endereço) e empregado (nome, CPF, CTPS digital, endereço). Erros de qualificação não anulam o contrato, mas dificultam a defesa em juízo e atrasam o registro no eSocial.
  • A descrição da função delimita as atividades para as quais o empregado foi contratado. Uma descrição precisa protege contra pedidos de desvio ou acúmulo de função, fundados no art. 456, parágrafo único, da CLT, que presume que o empregado se obriga a todo serviço compatível com sua condição pessoal quando o contrato é omisso.
  • A cláusula de remuneração fixa o salário, a periodicidade e a forma de pagamento, respeitando o salário mínimo nacional ou o piso da categoria. Descontos só são válidos nas hipóteses do art. 462 da CLT ou com autorização expressa.
  • A jornada de trabalho estabelece horários, intervalo intrajornada e o regime de compensação eventualmente adotado, dentro do limite de 8 horas diárias e 44 semanais. O modelo permite incluir o acordo de compensação individual escrito, admitido pela Reforma.
  • O período de experiência de até 90 dias vem embutido com previsão de prorrogação única, nos termos dos arts. 445 e 451 da CLT, e conversão automática em prazo indeterminado ao final.
  • A cláusula de rescisão remete ao aviso prévio proporcional da Lei 12.506/2011 (30 dias mais 3 por ano de serviço, até 90) e às verbas do art. 477 da CLT, pagáveis em até 10 dias do término do contrato.
4

Considerações regionais

São Paulo concentra o maior volume de reclamações trabalhistas do país, e o TRT da 2ª Região tem jurisprudência rigorosa sobre registro de jornada e horas extras. O estado mantém um piso salarial regional próprio, autorizado pela Lei Complementar federal 103/2000, que se aplica aos empregados sem piso de categoria; o contrato precisa respeitar o maior valor entre o mínimo nacional, o piso estadual e o piso da convenção coletiva. Convenções coletivas paulistas, sobretudo no comércio e em serviços, costumam impor reajustes anuais e benefícios que prevalecem sobre o texto do contrato individual.

Rio de Janeiro também adota piso regional estadual, com faixas por grupo de profissões, e o TRT da 1ª Região mantém entendimento severo sobre a justa causa mal documentada. Empregadores fluminenses devem atenção redobrada às convenções de hotelaria, turismo e segurança, setores fortes na economia local, cujas cláusulas normativas frequentemente ampliam o adicional de horas extras acima dos 50% legais.

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul completam o grupo de estados com pisos regionais vigentes. Na região Sul, a fiscalização do recolhimento de FGTS e do registro tempestivo no eSocial é historicamente ativa, e os TRTs da 4ª, 9ª e 12ª Regiões valorizam a prova documental escrita sobre a testemunhal. Em Minas Gerais e no Nordeste, onde não há piso estadual, vale o salário mínimo nacional ou o piso da categoria, mas as convenções coletivas setoriais seguem obrigatórias: o contrato individual nunca pode fixar condições inferiores às da norma coletiva aplicável, sob pena de nulidade da cláusula.

5

Como preencher seu contrato de trabalho

Você começa informando os dados do empregador e do empregado, e o formulário monta automaticamente a qualificação das partes no padrão aceito pelos cartórios e pela Justiça do Trabalho. Em seguida, descreve a função e o salário; o sistema insere a redação adequada da cláusula de remuneração, com espaço para comissões, gratificações e benefícios como vale-transporte e vale-refeição. Na etapa da jornada, você escolhe entre os regimes mais comuns (44 horas semanais com sábado, 40 horas de segunda a sexta, escalas) e o documento ajusta os horários e o intervalo intrajornada correspondentes.

O período de experiência é opcional: basta marcar a duração inicial e a eventual prorrogação, e o modelo aplica os limites dos arts. 445 e 451 da CLT sem que você precise calcular nada. Ao final, o contrato sai pronto para assinatura em Word e PDF, em poucos minutos. Quem administra o ciclo completo do empregado encontra na mesma seção de documentos de gestão empresarial conforme a CLT os modelos de advertência, aviso prévio e rescisão, e os formulários de férias e licenças para o dia a dia do RH.

6

Erros comuns a evitar

O erro mais caro é deixar o empregado começar a trabalhar antes do registro no eSocial. A multa administrativa por empregado não registrado é pesada, e a data de admissão anotada depois do início real cria uma janela de vínculo informal que o empregado pode reivindicar em juízo. O segundo erro clássico é o período de experiência mal contado: prorrogar duas vezes, ultrapassar 90 dias corridos ou esquecer que a contagem é em dias (não "3 meses") converte o contrato em indeterminado e transforma uma dispensa simples em rescisão com aviso prévio e multa de FGTS. Também aparece com frequência a descrição de função genérica demais ("auxiliar de serviços gerais" para quem opera máquina específica), que abre a porta para pedidos de acúmulo de função e diferenças salariais.

No campo das cláusulas, o vício recorrente é copiar da internet um texto com disposições nulas: desconto de uniforme sem autorização, renúncia a horas extras, banco de horas sem o acordo escrito exigido pela Reforma. A cláusula nula não derruba o contrato, mas derruba a credibilidade do empregador perante o juiz. Por fim, muitos empregadores esquecem de colher a assinatura em todas as vias e de entregar uma ao empregado; o contrato que só existe na gaveta da empresa vale pouco como prova, e a ausência de via do trabalhador costuma ser lida em seu favor na audiência.

7

Perguntas frequentes

Este modelo de contrato de trabalho por prazo indeterminado tem validade jurídica?

Sim. O contrato segue a CLT (Decreto-Lei 5.452/1943) e a Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), com cláusulas de função, salário, jornada, experiência e rescisão redigidas conforme os artigos aplicáveis. A validade do vínculo não depende de cartório nem de homologação sindical: basta a assinatura das partes, o registro no eSocial antes do início do trabalho e a anotação na CTPS Digital em até 5 dias úteis. O documento assinado é a prova central das condições ajustadas em eventual reclamação trabalhista.

Em que formato recebo o documento?

Você recebe o contrato pronto em Word (.docx) e PDF. A versão Word permite ajustar cláusulas específicas, inserir benefícios próprios da empresa ou adequar o texto à convenção coletiva da categoria antes da assinatura. O PDF preserva a formatação para impressão e assinatura física ou eletrônica. As duas versões saem preenchidas com os dados informados no formulário, sem campos em branco para completar à mão.

Qual o prazo para registrar o empregado depois da assinatura?

O registro no eSocial deve ocorrer antes do início efetivo da prestação de serviços, na prática até o dia anterior ao primeiro dia de trabalho. A anotação da admissão na CTPS Digital deve ser feita em até 5 dias úteis, conforme o art. 29 da CLT. Quem descumpre esses prazos fica sujeito a multa administrativa por empregado e assume o risco de reconhecimento de vínculo informal pelo período anterior ao registro.

Posso incluir período de experiência neste contrato?

Pode, e é o caminho usual. O modelo traz a cláusula de experiência com duração de até 90 dias corridos e previsão de uma única prorrogação, nos limites dos arts. 445 e 451 da CLT. Terminado o período sem ruptura, o contrato segue automaticamente por prazo indeterminado, sem necessidade de novo documento. Atenção à contagem: 90 dias corridos não equivalem a 3 meses, e qualquer excesso converte a experiência em vínculo definitivo desde o início.

O contrato verbal não vale a mesma coisa?

O vínculo verbal existe juridicamente, mas prova quase nada. Sem documento escrito, função, salário combinado, jornada e benefícios viram disputa de testemunhas, e a Justiça do Trabalho tende a acolher a versão do empregado quando o empregador não apresenta prova documental. O contrato escrito custa minutos e evita anos de litígio. Para outros atos do cotidiano que também merecem forma escrita, como procurações e declarações, veja os modelos para a vida cotidiana conforme o Código Civil.

Posso alterar o salário ou a função depois da assinatura?

Pode, desde que a alteração seja por mútuo consentimento e não cause prejuízo direto ou indireto ao empregado, como exige o art. 468 da CLT. Redução de salário só é admitida por negociação coletiva, nunca por simples aditivo individual. Promoções, aumentos e mudanças de função compatíveis devem ser formalizados em termo aditivo escrito, anexado ao contrato original, para que a evolução do vínculo fique documentada.

Este modelo serve para contratar em qualquer estado do Brasil?

Sim. A CLT é lei federal e vale em todo o território nacional, então o mesmo contrato funciona de São Paulo ao Amazonas. O que muda entre estados é o piso salarial aplicável (cinco estados têm piso regional próprio) e as convenções coletivas de cada categoria e base territorial, que podem impor condições mais favoráveis ao empregado. Antes de fechar o salário, confira o instrumento coletivo do sindicato local. Outros modelos para empresas estão no catálogo completo de documentos jurídicos para o Brasil.

Pontos-chave para lembrar

PRAZO

Sem termo final é a regra da CLT

Pelo art. 443 da CLT, se não houver uma data de término enquadrada nas hipóteses legais, o vínculo é presumido como prazo indeterminado. Isso impacta diretamente as verbas em uma dispensa sem justa causa, como aviso prévio, multa de 40% do FGTS e acesso ao seguro-desemprego. Por isso, formalizar função, salário e jornada por escrito reduz margem para disputa na Justiça do Trabalho.

EXPERIÊNCIA

Experiência tem teto de 90 dias

O contrato pode prever período de experiência, mas o parágrafo único do art. 445 limita a 90 dias corridos, e o art. 451 só permite uma única prorrogação dentro desse total. Passou de 90 dias ou prorrogou mais de uma vez, a relação se converte automaticamente em prazo indeterminado, com os efeitos correspondentes. Na prática, um modelo bem feito já traz a cláusula preparada para essa transição.

FORMALIDADES

CTPS, eSocial e jornada precisam bater

Mesmo que a forma escrita não seja requisito para existir vínculo, algumas obrigações são objetivas: o art. 29 da CLT exige anotação da admissão na CTPS Digital em até 5 dias úteis, e o registro no eSocial deve ocorrer antes do início do trabalho. A jornada padrão é 8 horas diárias e 44 semanais (art. 58), com horas extras com adicional mínimo de 50% (art. 59).

4.8/5

23 avaliações verificadas · 50 000+ downloads

Contrato de Trabalho Indeterminado conforme a CLT (art. 443)
  • Acesso imediato ao documento
  • Download em PDF e Word
  • Conforme à legislação 2026
  • Validado por juristas
Preencher o modelo
Pagamento seguro · Sem assinatura
Atualizado em 12 de junho de 2026

Você também pode gostar

Carta de Advertência ao Empregado
Contrato de Trabalho por Prazo Determinado